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Além do fim do IPI, há o aumento do valor do aço.
Reajustes salariais conquistados pelos funcionários também pesam.
O fechamento do mês de setembro traz à indústria automobilística nacional dois desafios: o primeiro será melhorar a competitividade no exterior para recuperar as vendas para outros paises, quando o mundo superar a crise; o segundo será equacionar os preços dos veículos no mercado brasileiro com forte pressão para subir.
Entre os fatores que influenciaram os ajustes dos preços são o fim da redução do IPI, o aumento dos valores do aço previsto para dezembro e o reajuste salarial no setor, conquistado após greves realizadas no último mês.
Na prática, isso significa a forte tendência do aumento dos preços. Como o aço representa o principal custo na produção de veículos, se o preço da commodity realmente for ajustado, a industria não conseguirá segurar os valores dos veículos no patamar visto até agora.
“Precisamos avaliar o efeito do fim do desconto do IPI em relação ao mercado”, diz o presidente da presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider. “O ajuste de preço é uma decisão de cada empresa, mas existe sim uma pressão de custo que pode ser repassada para o consumidor”, acrescenta o representante das montadoras.
A Anfavea divulgou, nesta quarta-feira (7), o balanço do desempenho da indústria de janeiro a setembro deste ano. Em setembro, a produção de veículos registrou queda de 6,7% em relação ao volume que saiu das linhas de montagem em agosto. Assim, as montadoras fabricaram em setembro 275,3 mil unidades, sendo que no mês anterior o volume era de 295 mil veículos (ao considerar automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus). Segundo a entidade, a queda aconteceu em função das greves realizadas no último mês, durante campanha de aumento salarial organizada pelos sindicatos.
FONTE:
G1 |